Les Trois Baies

Day 16

Les Trois Baies

04/09/2019

Les Trois Baies, em frente a um mar esplêndido. Volte para Tanà e imediatamente para Andasibe

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04/09/2019 1 galleries 0 Maps
Les Trois Baies

MORRE

Um mar como este representa um bem natural raramente encontrados, por isso aproveitamos o meio dia disponível para uma visita a 3 Baías de Diego, não muito longe de Ramena. Com o veículo todo-o-terreno chegamos logo a uma estrada de terra que circunda o promontório que contorna o rebordo inferior da Baía de Diego e nos encontramos diante da imensidão do Oceano. À nossa frente apenas uma extensão infinita de água que se estende até aos países árabes, a norte, e não até ao sul da Ásia e à Índia, a leste. E parece cada vez mais incrível como as populações provenientes daquela área conseguiram desembarcar em Madagáscar há dois mil anos em números que constituíram uma comunidade suficiente para ainda hoje preservar os traços somáticos de uma grande parte da população. Por estas paragens encontra-se a villa branca do antigo presidente de Madagáscar, alguém que soube conciliar a inspiração do pensamento maoista com o gosto pelas belas paisagens. Para acessá-la é necessário pagar entrada a alguns homens uniformizados de guarda, por se tratar de uma zona militar. A questão é certamente estratégica se vista da perspectiva das guerras travadas no século passado e foi precisamente aqui que ingleses e franceses lutaram durante a Segunda Guerra Mundial, quando a França foi submetida ao Reich alemão. Nas colinas você ainda pode ver os longos canhões enferrujados e postos de guarda, em total contraste com os esplêndidos baías abaixo. Estas são a Baie des Pigeons, des Dunes e Sakalava. Para além deste último onde existem alguns resorts de propriedade estrangeira com turistas interessados ​​na prática de kitesurf, os outros dois são inteiramente para nós e isso confere características ainda mais agradáveis.

Paesaggio costiero con acque turchesi e vegetazione in primo piano.

Um par de pirogas está estacionado numa posição segura acima da praia para se integrar perfeitamente na paisagem. A vegetação do sertão seca com a estação, mas de vez em quando flores das mais variadas cores emergem das intrincadas ramificações dos arbustos, contrastando com o cinzento envolvente. No período dezembro/janeiro, porém, ocorre uma explosão de florações, enquanto no mês seguinte chegam os ciclones. Regressamos pela estrada que definimos como tal apenas porque não existem plantas no percurso, ainda que em determinadas situações se torne difícil perceber como é que o próprio veículo todo-o-terreno consegue deslocar-se em tamanha instabilidade. Despedimo-nos de Ramena com uma barracuda e uma lagosta paga pelo preço de uma pizza no nosso país e seguimos para o aeroporto, em cuja praça caminham tranquilas algumas famílias de galinhas. Uma história completamente diferente em comparação com os portos militarizados das nossas latitudes. Os controles não estão equipados com detectores de metais, tanto aqui como em Toliara somos revistados com o antigo sistema manual. O voo está atrasado, mas ninguém entre os funcionários e passageiros parece se importar, confiando cegamente, deixando o destino decidir por nós. Também desta vez será benevolente, o avião chega com uma hora de atraso, descarrega passageiros e bagagens e parte novamente levando-nos embora também.

Voo Diego Suárez - Antananarivo

Voo DIE – TNR 15h40 – 17h40
Chegaremos a Tana uma hora depois. Ainda aceitável se não fosse pela viagem de quatro horas que temos pela frente. Para chegar ao destino previsto para esta noite encontramos o nosso amigo Hubi à nossa espera e com um novo veículo todo-o-terreno enfrentamos o

RN2 em direção a Andasibe

RN2 rumo leste, novamente em direção ao oceano. Mas desta vez faremos uma parada no coração verde de Andasibe, onde a floresta tropical reina suprema. Na realidade são 170 km que nos separam do destino e o jantar é feito rapidamente num pequeno local à saída da capital. O que transforma a viagem em uma aventura são os inúmeros buracos misturados ao trânsito caótico e intenso. Na verdade, estamos na estrada estadual que liga Tana ao porto principal de Toamasina e há um vaivém contínuo de caminhões carregados de contêineres pesados ​​e táxis brousse, muitos dos quais vão para Tana no sentido oposto com bandeiras brancas e amarelas para a visita do Papa, embora tenha pouco sentido falar em sentido contrário em estradas onde todos ziguezagueiam em busca de uma passagem menos incômoda. A ultrapassagem exige habilidades incomuns, apesar da solidariedade entre os motoristas, que tentam facilitar uns aos outros; os caminhoneiros colocam a seta à direita para dar OK para ultrapassar e à esquerda quando não for conveniente. A escuridão, a poeira e os faróis que a atravessam, veículos pesados ​​que quebram a cabeça acompanhando a aspereza, tudo isso cria uma atmosfera confusa e mística ao mesmo tempo. Ser apenas um espectador é estressante, não ousamos pensar o que significa subir essas estradas atormentadas nas colinas. Ao longo da estrada corre uma ferrovia de bitola estreita, de clara origem colonial; mas as locomotivas não são reparadas, não há manutenção na ferrovia, tudo parece ficar ali à espera de tempos melhores que a este ritmo nunca chegarão. A RN 2 pode estar menos movimentada com contêineres que chegam de Toamasina, mas os caminhões rangem e chacoalham ao longo da estrada tentando evitar buracos, levantando nuvens de poeira e gases venenosos. Este é um exemplo de como as coisas acontecem neste país lindo e infeliz.
Quando já é meia-noite chegamos ao nosso destino e pernoitamos, onde reina o silêncio total, até o guardião está dormindo e teremos alguma dificuldade em abrir o portão para nós. Está frio e no bangalô usaremos todos os cobertores para dormir quentinhos. Durante a noite e madrugada seremos acompanhados pelos lêmures Indri com seu chamado quase parecendo um grito humano, muito particular, quase um gemido que se espalha na floresta que começa a algumas dezenas de metros de distância.

Pernoite
Feon'ny Ala Hotel – ANDASIBÉ

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